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Quando viver no controle torna-se um prejuízo

  • Foto do escritor: Lucas Vedovi
    Lucas Vedovi
  • 26 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Já vimos em outro post que a ansiedade é uma reação química do nosso corpo que nos coloca em alerta para nos proteger. Também já compreendemos que essa ansiedade é disparada frente à uma situação que nos pareça problemática e perigosa. Essa situação pode ser uma situação real ou simplesmente uma fantasia da nossa mente.



Pois é na fantasia que os problemas começam...


Pesquisas científicas já apontaram que quando imaginamos algo, o nosso corpo reage como se a nossa fantasia estivesse ocorrendo de verdade naquele exato momento. Se você fechar os olhos e se imaginar abraçando e beijando alguém que você gosta, você provavelmente sentirá seus músculos relaxando, seu peito esquentando e um sorriso surgirá no seu rosto. Por outro lado, se imaginar que está em uma situação que lhe cause medo, seu músculos ficarão tensos e sua respiração ficará mais rápida. E o que isso tem haver com a ansiedade?


Na maioria dos casos, pessoas que sofrem com o excesso de ansiedade tem a tendência de tentar adivinhar e controlar o futuro na esperança de evitar a todo custo algum problema. Essas adivinhações são geradas pelos pensamentos "E se..." Sem evidências nenhuma a pessoa começa a gerar um grande leque de possibilidades, dentre os quais, muitas vezes não terão a mínima possibilidade de acontecer ("E se meu chefe está me chamando na sala para me demitir?" / "E se minha amiga para de falar comigo porque desmarquei com ela?"). Cada possibilidade é imaginada na sua pior versão criando assim uma série de gatilhos para a ansiedade ocorrer e gerando um desconforto constante no seu dia-a-dia.



A pessoas que tem essa tendência a tentar controlar o futuro não o fazem de propósito, mas aprenderam a ser assim por circunstâncias de vida e por isso tais pensamentos são tão difíceis de controlar. Contudo, tal hábito de pensamento é passível de ser modificado quando acompanhado por um especialista.


A terapia vai trabalhar para que a pessoa entenda a origem desses hábitos de pensamento, o que os motiva e o gatilhos que os disparam. Saber identificar quais problemas são reais e quais são fantasiosos são uma parte essencial do acompanhamento, pois assim será possível se desprender de preocupações desnecessárias que ativam a ansiedade. Manejar a ansiedade quando ela já está ativada também é um objetivo, pois sabendo como lidar com seus sintomas e consequências é possível diminuir o sofrimento causado. Por esses motivos, a terapia é um elemento necessário para quadros de ansiedade excessiva.

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